Para sumarizar aquilo que se passou neste interregno vou fazer uma lista de coisas que me aconteceram, com o cuidado de escolher as mais parvas. Adoro fazer listas!
- Tenho um lar, no sentido de casa e de sítio onde se está com alguém com quem se quer fazer família.
- Conheci um ogre
- O ogre afirma que foi alvo de assédio sexual
- Trabalhei na província
- Na província passa-se sempre a mesma coisa e a partir das 4 da tarde a mesma coisa é sinónimo de nada
- O meu patrão na província era Jesus, ou pelo menos alguém perto dele.
- Vi novas vidas a surgirem e fiquei todo contente.
- Estive num jantar onde se rezava e agradecia a Jesus pela comida. Eu ri-me disto e por isso vou ser castigado quando morrer.
- Ainda não vomitei este ano.
- Fui ao médico e o médico teve de me levar ao hospital porque fez-me ficar pior do que antes - note-se que antes estava bem.
- Levei uma anestesia geral e adorei
- Durante um mês só comi sopa.
- Durante um mês não vi a minha língua. Tive saudades dela.
- Deixei de trabalhar para Jesus e passei a trabalhar para o Diabo, segundo o ponto de vista do primeiro.
- Andei no carro da polícia e fui a tribunal e nem sequer cometi nenhum crime. Pelo menos não houve relação entre ambas as coisas.
- A policia devolveu-me dinheiro porque afinal não estava bêbado.
- Aprendi coisas novas e às vezes esqueço-me de coisas velhas. Como por exemplo a minha avó.
- Voltei a escrever no blog.
- Não encontrei dinheiro na rua.
- Não participei em nenhuma festa de celebração de estações do ano, mas também ainda falta vir o Outono e o Inverno. Se der ainda cuspo fogo todo nú em cima de folhas secas, lá para Setembro.
- Tive uma grande surpresa nos meus anos. E continuei sem ter surpresas no meu ânus.
- O Benfica foi campeão.
- O Luisão marcou outra vez no dia em que vi a faixa grande.
- Aconteceram outras coisas.
- Daqui a 5 minutos vou para a cama.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O regresso
A pedido de várias famílias vou voltar a escrever aqui. Não percebo muito bem como pode haver gente a querer ler tanta estupidez. Mas enfim... Cada um sabe de si bemol, ou fá sustenido, como quiserem.
Na verdade há coisas para dizer, embora o tempo não me dê tempo para prostituir o meu intelecto em troca de gargalhadas ou emoções de variadas estirpes. Para além da falta de tempo a vida deu umas voltas e as adaptações obrigam sempre a deixar coisas para trás. Mas isso não invalida que as possa trazer para o lado-a-lado do dia-a-dia (sim, ainda consigo arranjar mais palavras compostas).
Como tal contem com a minha renovada dedicação da mesma forma que vou contar com a estupidez do quotidiano para vos entreter.
Na verdade há coisas para dizer, embora o tempo não me dê tempo para prostituir o meu intelecto em troca de gargalhadas ou emoções de variadas estirpes. Para além da falta de tempo a vida deu umas voltas e as adaptações obrigam sempre a deixar coisas para trás. Mas isso não invalida que as possa trazer para o lado-a-lado do dia-a-dia (sim, ainda consigo arranjar mais palavras compostas).
Como tal contem com a minha renovada dedicação da mesma forma que vou contar com a estupidez do quotidiano para vos entreter.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Educação infantil
- Pai, como se fazem os bebés?
- Tu sabes, querida! Lembras-te quando a mãe chega a casa com um copinho...
- Extra!
- E depois começa a dar-me carinhos...
- Extra!
- Pois, o pai fica com certas partes do corpo com um tamanho...
- Extra!
- Mas ainda não acabou, depois vamos para a cama e ficamos acordados algum tempo...
- Extra!
- Durante 9 meses tenho dores de cabeça...
- Extra!
- Para depois passar o resto da vida em sofrimento a pensar quando é que acontece o mesmo à minha filha!
- Extraordinário!!!
- Tu sabes, querida! Lembras-te quando a mãe chega a casa com um copinho...
- Extra!
- E depois começa a dar-me carinhos...
- Extra!
- Pois, o pai fica com certas partes do corpo com um tamanho...
- Extra!
- Mas ainda não acabou, depois vamos para a cama e ficamos acordados algum tempo...
- Extra!
- Durante 9 meses tenho dores de cabeça...
- Extra!
- Para depois passar o resto da vida em sofrimento a pensar quando é que acontece o mesmo à minha filha!
- Extraordinário!!!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Miguel no País da Estupidez 4 2/2
(continuação)
Cheguei à Segurança Social, aquele maravilhoso edifício que elimina logo uma série de potenciais utentes, devido à complexidade de portas automáticas, corredores labiríntico.
Dirijo-me ao balcão dos trabalhadores independentes onde existe uma funcionária na triagem. A função da senhora da triagem é a seguinte:
- É trabalhador independente?
- Sim
(tira uma senha da máquina das senhas dos trabalhadores independentes a qual só tem este botão e está no balcão com a mesma designação) - Tem aqui a senha, é só aguardar o número.
Muito bem. Existe uma profissão no nosso país que consiste em fazer uma pergunta e carregar num botão. Acho que a do Homer Simpson era mais complexa... Mas no meu caso a história passou-se de forma um pouco diferente:
- É trabalhador independente?
- Sim
(tira a senha) - Tem aqui a senha, é só aguardar o número.
- A máquina que diz os números não está a funcionar, sabe em que número vai?
- Não faço ideia.
Bom, esta senhora que tem esta profissão complexa é incapaz de decorar um número que ouviu certamente há 3 segundos atrás. Deve estar cansada...
Lá fiquei à espera e percebi que tão cedo não me ia despachar. Resolvo ir à secretaria pedir uma informação. Chego ao balcão e digo:
- Queria uma informação
Ao que a senhora responde amavelmente:
- Ainda não temos maneira de saber os dados das pessoas só por olhar para a cara delas. Sem o número da Segurança Social não posso fazer nada!
A sensação que me deu foi que saltámos uma série de passos na nossa conversa até ao ponto em que ela me responde isto. A conversa devia ter sido:
- Queria uma informação
- Sabe o seu número da Segurança Social?
- Ah, que chatice. Não trouxe! Raios!
- Ainda não temos maneira de saber os dados das pessoas só por olhar para a cara delas. Sem o número da Segurança Social não posso fazer nada!
Agora sim faz sentido! Lá lhe disse o número e ela manda-me ir ao sítio de onde tinha vindo pedir essa informação.
Voltei lá, perguntei o que tinha de perguntar. Preenchi uma série de impressos e eis que ela me pede um papel que supostamente eu tinha de ter quando faço as declarações nas finanças:
- Não tem este papel?
- Não, eu faço a declaração electrónica. Não preencho impressos... É tudo pela internet... E agora? Há alternativa?
- Ah, então não dá. Só tendo este papel.
VIVA A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA!!!
Adorei este dia. Ainda fui ao Centro de Saúde por causa da Gripe A... mas isso é uma outra história...
Cheguei à Segurança Social, aquele maravilhoso edifício que elimina logo uma série de potenciais utentes, devido à complexidade de portas automáticas, corredores labiríntico.
Dirijo-me ao balcão dos trabalhadores independentes onde existe uma funcionária na triagem. A função da senhora da triagem é a seguinte:
- É trabalhador independente?
- Sim
(tira uma senha da máquina das senhas dos trabalhadores independentes a qual só tem este botão e está no balcão com a mesma designação) - Tem aqui a senha, é só aguardar o número.
Muito bem. Existe uma profissão no nosso país que consiste em fazer uma pergunta e carregar num botão. Acho que a do Homer Simpson era mais complexa... Mas no meu caso a história passou-se de forma um pouco diferente:
- É trabalhador independente?
- Sim
(tira a senha) - Tem aqui a senha, é só aguardar o número.
- A máquina que diz os números não está a funcionar, sabe em que número vai?
- Não faço ideia.
Bom, esta senhora que tem esta profissão complexa é incapaz de decorar um número que ouviu certamente há 3 segundos atrás. Deve estar cansada...
Lá fiquei à espera e percebi que tão cedo não me ia despachar. Resolvo ir à secretaria pedir uma informação. Chego ao balcão e digo:
- Queria uma informação
Ao que a senhora responde amavelmente:
- Ainda não temos maneira de saber os dados das pessoas só por olhar para a cara delas. Sem o número da Segurança Social não posso fazer nada!
A sensação que me deu foi que saltámos uma série de passos na nossa conversa até ao ponto em que ela me responde isto. A conversa devia ter sido:
- Queria uma informação
- Sabe o seu número da Segurança Social?
- Ah, que chatice. Não trouxe! Raios!
- Ainda não temos maneira de saber os dados das pessoas só por olhar para a cara delas. Sem o número da Segurança Social não posso fazer nada!
Agora sim faz sentido! Lá lhe disse o número e ela manda-me ir ao sítio de onde tinha vindo pedir essa informação.
Voltei lá, perguntei o que tinha de perguntar. Preenchi uma série de impressos e eis que ela me pede um papel que supostamente eu tinha de ter quando faço as declarações nas finanças:
- Não tem este papel?
- Não, eu faço a declaração electrónica. Não preencho impressos... É tudo pela internet... E agora? Há alternativa?
- Ah, então não dá. Só tendo este papel.
VIVA A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA!!!
Adorei este dia. Ainda fui ao Centro de Saúde por causa da Gripe A... mas isso é uma outra história...
Miguel no país da estupidez 4 1/2
Uma das minhas actividades predilectas é sem dúvida aquilo a que comummente chamamos de tratar de uns assuntos. Estou obviamente a referir-me às espectaculares idas às finanças. Note-se ainda que qualquer ida a esse local mágico, só fica completa se for seguida de uma maravilhosa entrada no mundo da Segurança Social. Ir às finanças sem depois ir à segurança social é como ir ao Estádio da Luz sair ao intervalo quando estava 0-0 e não ver os 5 golos que se marcam no segundo tempo - nomeadamente com golos do David Luiz, Cardozo (2), Maxi Pereira e Ramires - coisa que nunca me aconteceu, mas que posso imaginar...
Foi assim que aconteceu:
Chegado às finanças deparo-me com esse ícone da tecnologia e da complexidade, a máquina das senhas. Tirei logo a do IRS, a do IVA e a da Secretaria. Tirei também a da flatulência pois tinha comido coisas pesadas. Ora fiquei a aguardar alguns minutos e eis que me chamam da Tesouraria:
- Queria comprar o livro de recibos
- Tem actividade aberta?
- Vim abrir agora, estou à espera que me chamem desta senha... (IVA ou IRS)
- Ah, então tem de esperar que o chamem e depois vem cá...
- Hum... ok. Então e em qual delas é que posso abrir actividade, tirei ambas porque não sabia ao certo.
- Tanto faz! Para abrir actividade pode ser em qualquer balcão...
Ok, o senhor amavelmente informa-me que qualquer balcão daquela repartição das finanças me pode tratar do assunto principal, excepto aquele mesmo onde me encontrava para tratar do assunto secundário, que depende do assunto principal. No fundo eu acho que onde quer que eu fosse perguntar o que quer que seja a resposta seria esta:
- Qualquer um de nós te podia tratar de tudo, mas temos uma regra que diz que todas as pessoas que aqui vêm têm de passar sempre por dois funcionários. É só porque temos um enquete acerca da pessoa mais feia do dia, e para isso precisamos sempre de dois júris, para não enviesar...
- Certo. Espero ganhar!
Pronto. Lá esperei mais um pouco e fui para onde me chamaram primeiro. O IRS:
- Bom dia queria abrir actividade.
- Isso não é aqui!
Por segundos senti raiva...
- Mas eu posso tratar-lhe disso. (lá está, o primeiro senhor tinha razão)
Lá tratámos das coisas e às tantas pergunto-lhe qualquer coisa acerca dos meus descontos, informando-o de que já tinha pedido esclarecimentos mas que a pessoa que mos forneceu não tinha sido clara. O senhor responde o seguinte:
- Sabe que as mulheres não são muito boas a esclarecer e a explicar.
- Pois... (medo)
Ora, eu nunca referi que tinha falado anteriormente com uma mulher nem sequer tenho nada a ver com a relação do senhor com as mulheres. Não quero saber...
Lá voltei ao primeiro tipo, comprei os recibos, perguntei se estava bem classificado no cliente mais feio do dia e segui alegremente para a Segurança Social...
(to be continued)
Foi assim que aconteceu:
Chegado às finanças deparo-me com esse ícone da tecnologia e da complexidade, a máquina das senhas. Tirei logo a do IRS, a do IVA e a da Secretaria. Tirei também a da flatulência pois tinha comido coisas pesadas. Ora fiquei a aguardar alguns minutos e eis que me chamam da Tesouraria:
- Queria comprar o livro de recibos
- Tem actividade aberta?
- Vim abrir agora, estou à espera que me chamem desta senha... (IVA ou IRS)
- Ah, então tem de esperar que o chamem e depois vem cá...
- Hum... ok. Então e em qual delas é que posso abrir actividade, tirei ambas porque não sabia ao certo.
- Tanto faz! Para abrir actividade pode ser em qualquer balcão...
Ok, o senhor amavelmente informa-me que qualquer balcão daquela repartição das finanças me pode tratar do assunto principal, excepto aquele mesmo onde me encontrava para tratar do assunto secundário, que depende do assunto principal. No fundo eu acho que onde quer que eu fosse perguntar o que quer que seja a resposta seria esta:
- Qualquer um de nós te podia tratar de tudo, mas temos uma regra que diz que todas as pessoas que aqui vêm têm de passar sempre por dois funcionários. É só porque temos um enquete acerca da pessoa mais feia do dia, e para isso precisamos sempre de dois júris, para não enviesar...
- Certo. Espero ganhar!
Pronto. Lá esperei mais um pouco e fui para onde me chamaram primeiro. O IRS:
- Bom dia queria abrir actividade.
- Isso não é aqui!
Por segundos senti raiva...
- Mas eu posso tratar-lhe disso. (lá está, o primeiro senhor tinha razão)
Lá tratámos das coisas e às tantas pergunto-lhe qualquer coisa acerca dos meus descontos, informando-o de que já tinha pedido esclarecimentos mas que a pessoa que mos forneceu não tinha sido clara. O senhor responde o seguinte:
- Sabe que as mulheres não são muito boas a esclarecer e a explicar.
- Pois... (medo)
Ora, eu nunca referi que tinha falado anteriormente com uma mulher nem sequer tenho nada a ver com a relação do senhor com as mulheres. Não quero saber...
Lá voltei ao primeiro tipo, comprei os recibos, perguntei se estava bem classificado no cliente mais feio do dia e segui alegremente para a Segurança Social...
(to be continued)
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Cantiga de amigo ou Katinga de amor? 18000
Quem me dera que fosse por cá. Quem me dera que fosse verdade.
Reacção eleitoral tardia, ou seja, vira o disco e toca o mesmo. Vale pela música!
Reacção eleitoral tardia, ou seja, vira o disco e toca o mesmo. Vale pela música!
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